Curando a relação com a mãe: ela é grande, eu sou pequena

Quando pequena, muitas expectativas podem ter sido colocadas sobre nossos ombros, em especial pelas mulheres do nosso sistema familiar, mulheres, da maioria, senão  todos os sistemas familiares carregam o abuso, o calar, o ser menor, não ter lugar, nem valor, mulheres das últimas gerações carregaram ou ainda carregam a grande expectativa da mulher independente, mulheres que tiveram a possibilidade (talvez permissão) pra estudar, ter nível superior, carregamos a expectativa de sermos melhores que as nossas antecessoras, elas torciam pela nossa vitória e nós torcíamos para ter uma vida diferente e/ou não desapontá-las.

Ao estar nesse lugar da mulher que venceu na vida, que é independente, muitas de nós podemos ter nos perdido, criado em nossas mentes a falsa ideia de superioridade diante das mulheres que “nada” conquistaram. De sermos melhores que elas e até pior, assumir o lugar de mãe da nossa mãe.

Nesse ponto, ferimos uma grande lei sistêmica, os que vieram antes de nós são maiores que nós, eles nos deram a vida, quando essa hierarquia, essa ordem é quebrada, gera desarmonia no sistema.

“Eu sou pequena, ela é grande”

Perceber o valor e tudo o que essas mulheres aparentemente não vitoriosas pode ser uma oportunidade de mudança e de honrar nosso núcleo feminino e o feminino que habita em nós.

Quando olho para minha mãe, minha avó, minha bisavó, minha tataravó e vejo o quanto elas são maiores que eu, e me coloco no meu lugar, honro e acolho meu feminino que não é um lugar de inferioridade, mas um lugar de respeito, de honrar as pequenas e grandes conquistas, suas lutas, seus perrengues e tudo o que fizeram pra que eu fosse a mulher independente e arretada que sou hoje.

Aceitar nossa mãe tal como ela é, abre as portas da abundância.

Grande abraço

Simone Costa

 

Como curar a relação com o feminino? 

 

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