Moradia, primeiro chakra e financiamento imobiliário

Minha casa e minha segurança no mundo. A moradia e o primeiro chakra .

A moradia é uma necessidade básica é segurança, é proteção, é um teto pra me proteger da chuva, a parede que me protege do frio.

Hoje não parava de vir na minha cabeça a música de Vinícius de Moraes A Casa “ Era uma casa. Muito engraçada.Não tinha teto. Não tinha nada. Ninguém podia. Entrar nela, não. Porque na casa. Não tinha chão. Ninguém podia. Dormir na rede. Porque na casa. Não tinha parede. Ninguém podia. Fazer pipi. Porque penico. Não tinha ali. Mas era feita.  Com muito esmero. Na Rua dos Bobos. Número Zero”

A moradia está no primeiro Chakra, junto com a sobrevivência, a segurança no mundo, minha energia masculina, meu poder de agir, por isso é tão natural que a gente se sinta tão incomodado com pessoas estranhas em nossa casa, com situações em que nos colocam em desconforto e sobre como essas situações nos leva a tomar decisões precipitadas, quando temos consciência disso podemos buscar maneiras alternativas para minimizar esse impacto sem precisar se comprometer com uma dívida de longuíssimo prazo.

Você mora de aluguel, vai casar ou morar sozinho e sonha em ter um imóvel pra chamar de seu?

Muitas pessoas têm esse sonho, mas seja por estar cansada de fazer mudanças, seja por acreditar que está jogando dinheiro fora ao pagar aluguel acreditando que pagar por aquilo que é seu será sempre uma boa opção mesmo pagando altos juros.

Nesse texto e no vídeo trago situações específicas e claro vai depender de cada situação, é bem importante que você se dedique ao assunto, faça simulações, tenha suas contas pessoais bem organizadas antes de dar esse passo, evitando que esse sonho se torne um pesadelo.

No vídeo abaixo trago um estudo de caso de um casal que passou por atendimento de coaching comigo e a situação concreta de um financiamento imobiliário.

 

1. O cenário econômico mudou nos últimos anos mas a forma de pensar não. 

Ouvi minha vida inteira que investimentos em imóveis e na caderneta de poupança são uma excelente opção pela segurança.

Na época da inflação alta, antes do plano real, investir em terrenos e  imóveis era uma excelente opção para proteger o patrimônio, comprar um terreno fora do perímetro urbano e ver depois de alguns anos o avanço urbano fazer a cidade “abraçar” o terreno era um fato.

Muita coisa mudou de lá pra cá e apesar da mudança econômica e da estabilidade da moeda, esse pensamento ainda permeia o  inconsciente coletivo e muitas vezes sequer pensamos de forma crítica à respeito: aceitamos a ideia de investir ou comprar um imóvel como algo certo.

2. A velha crença: “É melhor pagar pelo que é meu”

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura,  “melhor pagar pelo que é meu” já se tornou um ditado popular de tanto ser repetido,  as corretoras, construtoras e incorporadoras também utilizam deste argumento para reforçar nosso desejo de possuir algo, reforçado pela frase ” Em parcelas que cabem no seu orçamento” , mas se todo o mundo tá falando a mesma coisa deve ser verdade ué!

Quando se fala em dinheiro, precisamos levar em consideração cada caso e lembrar que em nosso país carecemos de educação financeira, muito do que sabemos e cultivamos vem da nossa experiência de escassez, dinheiro sujo, sofrimento, das crenças e experiências que vivenciamos e/ou ouvimos durante nossa infância.

Portanto você deve se municiar de informação, ser curioso, buscar informação e avaliar o seu caso específico.

3. O que me move a buscar a comprar um imóvel?

O que de fato te leva a pensar na compra de um imóvel? É um desejo do ego ou um desejo do coração?

Nesse ponto precisamos de muita atenção e autopercepção para que você não caia em uma dívida de longo prazo por medo do julgamento do outro.

O que vão pensar de mim?

O que vou pensar sobre mim?

4. Pague 2 leve 1: os juros do financiamento imobiliário

Comprar um imóvel pode trazer uma grande alegria no curto prazo e um grande arrependimento no médio e longo prazo.

Vamos à contas:

Simulação 01

  • Imóvel desejado: R$ 200mil reais
  • Entrada: 20 mil*
  • Financiamento: 180 mil
  • Prazo: 420 meses (35 anos)
  • Parcelas:
  • 1ª – 1.657,83,50 + taxa administrativa + seguro obrigatório
  • 420ª – R$ 451,99 + taxa administrativa + seguro obrigatório
  • Pagamento total em 35 anos relativo às parcelas:  R$  435.677,42 + R$ 20.000,00 (valor da entrada) + taxa de administração + seguro obrigatório
  •  Valor total pago: R$ 455.677,42 em 35 anos (Taxa de juros – 8,51% a.a)
  • Conclusão: Ao final de 35 anos terá sido pago 2,25 vezes o valor do apartamento.

Para você, pagar por dois e levar um é bom negócio ?

3. ” Se eu não financiar, nunca terei a casa própria. Sendo assim, prefiro pagar pelo que é meu mesmo pagando juros altos”
Qual a opção para ter o que é meu sem pagar por juros tão altos?

Se você paga aluguel, é possível poupar a diferença entre a parcela do financiamento e o aluguel. No entanto é preciso ter disciplina para que o plano dê certo. A nossa vontade de ter hoje, de imediato aquilo que podemos esperar mais um pouquinho através de um exercício de paciência e disciplina nos impõe um preço muito alto.

Muitas vezes a nossa pressa é motivada por desejo de demostrar ao outro ou até para nós mesmos que conquistamos o sucesso e uma vida confortável. Por isso, o autoconhecimento e as finanças caminham lado a lado, quando cuidamos dos aspecto do ser, lidar com as finanças se torna algo muito mais fácil.

Para quem tem paciência e prefere uma solução não imediatista terá ótimos ganhos. E vamos às continhas:

  • Valor do aluguel para um imóvel de 200 mil = 1 mil ( 0,5% do valor do imóvel)
  • Valor da parcela: R$ 1.500,00
  • Investir a diferença entre o valor da parcela  e o aluguel = R$ 500,00
  • Poupança que seria utilizada para pagar a entrada do imóvel  = R$ 50 mil

Investindo : 50 mil reais da entrada + R$ 500,00 durante 48 meses ( 4 anos) será possível dar uma entrada de R$ 102.000,00

Nesse período é possível que o imóvel tenha aumentado de preço e você precisa poupar um pouquinho mais que os R$ 500,00 para compensar essa diferença.

Financiamento: Imóvel R$ 200mil – entrada: 100mil – parcela R$ 1.517,00 – prazo financiamento 120 meses (10 anos)

Valor total pago :R$ 141.316,82 nas parcelas + 100mil entrada = R$ 241.316,82 (Neste caso, é provável que os juros compense a valorização do imóvel nos 10 anos de financiamento)

Observe como a espera de apenas 4 anos poupando te leva a uma redução enorme nos juros. Se você puder diminuir ainda mais esse valor do aluguel consegue poupar ainda mais e dar uma entrada maior ou diminuir o prazo de espera, é uma questão de planejamento e paciência.

Nessa situação foram considerados: Taxa de juros do investimento – 10,00 % a.a

Faça a simulação de investimentos aqui nessa página do Clube dos Poupadores

4. Entenda a tabela SAC, faça simulações e observe como se comportam os fatores juros e valor pago ao longo do tempo

Ao compreender como funciona o Sistema SAC  – Sistema de Amortização Constante utilizado pelos financiamentos imobiliários é possível se planejar para realizar esse sonho o mais breve possível sem dor de cabeça.

Nesta página você encontra essa tabela no formato excel e você pode fazer suas simulações sem precisar saber como fazer essas contas, a tabela fará isso pra você. \0/

Tabela SAC

Reflexões:

  • Observe como a disciplina e a visão de longo prazo interferem em nossa vida.
  • Se você não quer esperar para comprar à vista, você pode financiar mas evitando prazos longos, quanto maior o prazo maiores serão os juros sobre juros.
  • Se você não sabe por onde começar um planejamento financeiro vai gostar de assistir meus vídeos sobre planejamento financeiro: Playlist Organização financeira

Grande abraço e até mais

Simone Costa

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