Slow Beauty e consumo consciente: reconexão com o amor próprio e a ancestralidade

Dia 15/10 é dia do Consumo Consciente  e podemos repensar a forma que consumimos além dos números, se o que eu compro é compatível com o que eu ganho, a questão é mais sutil.

Onde é produzido o que eu compro? Como essas pessoas são remuneradas? De onde veio a matéria prima disso que eu compro? Para onde ele será destinado quando eu não precisar mais disso?

Hoje, vamos conversar sobre um dos aspectos desse grande universo do consumo consciente, sobre a cosmética capilar, alvo da grande indústria, altamente lucrativa (nada contra o lucro) mas sobre a forma como esse lucro é obtido, à custa de exploração do ambiente e de pessoas, de grande quantidade de embalagens e de criação de demanda para que as pessoas possam se encaixar em padrões de beleza inatingíveis e irreais.

A forma como a beleza é vendida, cria efeitos nocivos para o ambiente, mas muito mais para a autoestima de muitas mulheres.

Nesse texto conto a minha própria história de repensar e me olhar com mais amor, de dizer não aos padrões e a perceber que eu sou linda e que não preciso que alguém me diga isso, a beleza não está em vestir 38 e ter cabelos platinados, mas em amar quem eu sou, me reconhecer e me amar infinitamente.

Repensar o consumo é acima de tudo, me reconectar com a mãe terra que tudo dar e pouco pede, é me reconectar e honrar  as mulheres intuitivas e ancestrais, é uma sinal de respeito, reverência.

COMO HIDRATAR OS CABELOS MELHOR E MAIS BARATO QUE NO SALÃO

Texto original publicado em 19.01.2015 no blog www.vocerica.com.br

Durante muitos e muitos anos, gastei muito dinheiro e tempo comprando e testando produtos que continham nos seus potes promessas de soluções milagrosas, eu mal podia imaginar que os tais cremes “milagrosos” possuem uma quantidade considerável de componentes químicos nocivos à saúde e ao meio ambiente, muitos deles derivados de petróleo.

Após leituras pela blogoesfera para fazer a transição capilar, abandonar a chapinha e a escova progressiva e assumir meus cachinhos dourados, fui descobrindo meios que integravam o saudável, econômico e ecológico.

MAQUIAGEM CAPILAR

Muitos dos produtos nocivos à saúde são os temíveis:

  • Silicones: dimethicone, simethicone, cyclomethicone, dimethiconol
  • Parafina paraffin
  • Óleo mineral: mineral oil, paraffinum liquidum
  • Petrolato: petrolatum

Todos esses nomes científicos que parecem tão longe da nossa realidade estão na maioria dos cosméticos capilares e que não reagem com a estrutura capilar. O que isso significa? Que eles fazem apenas uma maquiagem no cabelo. Ele parece estar bem cuidado, mas basta parar de usar o produto poucos dias que o cabelo volta a ao aspecto de ressecamento.

Os derivados de petróleo são produtos muito baratos para quem produz que resultam na diminuição do custo de produção e mais lucro. Mas têm um custo indireto muito alto para todos nós, o custo da exploração do meio ambiente, da nossa saúde e do nosso bolso.

E AGORA. QUAL A SOLUÇÃO?

Vários itens naturais podem fazer parte do seu novo ritual de beleza.

E calma! Você não precisa ter um pé de babosa na sua casa, são produtos que você pode encontrar prontos mas sem químicos como os convencionais.

Para usar e lambuzar

Óleos vegetais puros: óleo de coco, óleo de argan , óleo de semente de uva, entre outros.
Máscaras derivadas de produtos naturais.
Bicarbonato de sódio no couro cabeludo + enxague com vinagre de maça para lavagem dos cabelos
Shampoos livres de sulfato
Uso de óleos essenciais

Vale lembrar que muitos dos óleos são usados para muitas funções, corpo, cabelo, unhas, pés, e por aí vamos, quebra aquela ideia de que você precisa de um produto para cada parte do corpo.

Onde encontrar?

Em Salvador – lojas físicas

Você pode encontrar nas lojas Mundo verde, Corpo e Mente no Itaigara, Holambras na Pituba,

Online

Ewé Alquimias – Cosméticos naturais produzidos por Mona Soares baiana que entrega para o Brasil inteiro.
Beleza do Campo – Loja online com uma infinidade de cosméticos, olhe as descrições dos produtos.

No começo parece muita informação e muita frescura, mas com conhecimento e paciência vamos compreendendo que consumo consciente não é só comprar menos mas compreender o impacto sobre o todo.

Os produtos naturais tratam o seu cabelo de dentro para fora, recompondo sua estrutura de forma gradativa. Se o seu cabelo estiver bem ressecado é provável que essa transição dos cosméticos tradicionais para os naturais seja desanimadora, pois seu cabelo não estará sob o efeito ilusório dos produtos convencionais, que na verdade não tratam nossos cabelos.

Como utilizar os óleos vegetais? Os óleos capilares podem ser utilizados no cabelo seco, antes de dormir é um ótima opção. Podem ser retirados pela manhã ou à noite. Costumo utilizar uma vez por semana. O efeito é notório no curto prazo. Nesse vídeo da Renata Meins ela conta com detalheS sobre o uso do óleo de coco no cabelo.

Uso do vinagre de maça nos cabelos: Confesso que fiquei por um bom tempo bem resistente ao uso do vinagre no cabelo, mas depois de tanta gente contando seus resultados positivos eu resolvi ceder e estou amando os resultados. neste post aqui a Mona Soares da Ewé Alquimias fala sobre os usos e o modo de usar o vinagre de maça.

SERÁ MAIS BARATO MESMO?

Os produtos naturais em geral são mais caros que os produtos de supermercado, até porque são produtos muitas vezes feitos manualmente e com matérias primas nobres, mas são muito mais baratos que aqueles vendidos no salão de beleza.

Se pensamos no médio prazo e olhamos para impactos que os produtos químicos geram para a saúde e para o meio ambiente percebemos a economia.

POR QUE MUDAR?

No meu caso, comecei a fazer mudanças quando pensava em engravidar e sabia que não poderia continuar fazendo escova progressiva, não foi um caminho fácil, é difícil a gente sair do lugar comum que a maioria das pessoas fazem, mas pouco a pouco fui me informando mais e conhecendo mais gente que estava no mesmo caminho e isso dá uma força danada.

A saúde, o meio ambiente e autocuidado são o que me motivam rumo a essa busca pela cosmética natural, hoje tenho consciência do potencial nocivo dos produtos convencionais para a saúde, sem contar a conexão com a terra e a ancestralidade, é uma lindeza poder sentir o cheiro de um cosmético natural e como ele ativa tantos sentidos.

A cadeia produtiva do petróleo é altamente poluente e danosa ao meio ambiente. Os trabalhadores dessas indústrias sofrem de forma direta, por trabalharem nesses locais cujo índice de insalubridade é altíssimo. Não quero contribuir com isso.

Felizmente, na contramão da grande indústria, muitas pessoas, empresas e pequenos produtores estão efetivamente dispostas a realizar mudanças no uso e produção de cosméticos. Quanto mais pensamentos de forma coletiva e no impacto que nossas ações geram para a coletividade, mais unidos e felizes seremos, partilhando da construção de um mundo melhor para todos.

Vamos juntas?
Grande abraço
Simone Costa

Texto revisado 09.10.2017
Texto original publicado em 19.01.2015

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